Alternativas positivas garantem qualidade de vida no futuro.
Por Sandra Adalgiza Barboza
Jornal Saúde ZN
No mundo atual, com as descobertas científicas identificáveis no mapeamento genético, os critérios e julgamentos sobre o que torna “velha” uma pessoa, incluem diversos outros indicadores, tais como aparência, atitudes e quantidade de tempo livre, sendo que a aparência é o fator fundamental a ser afetado. A disponibilidade de intervenções médicas e recursos cosméticos, cada vez mais avançados na busca e manutenção do rejuvenescimento e retardamento do processo de envelhecimento, tendem a aumentar, para garantir a longetividade com grande ênfase no ambiente e na dieta.
Essas alternativas podem ter tanto sucesso, que no futuro ninguém será capaz de dizer quão velho é um adulto, a não ser tendo acesso à idade biológica celular, a idade cronológica pela data de nascimento, em comparação com a idade visualmente demonstrada.
Entretanto, a corrida para a fonte da juventude pode se tornar uma obsessão na sociedade, provocando consequências psicológicas potencialmente sérias, negando que o processo de envelhecimento esteja associado ao declínio físico, o que é inegável mas nem sempre associado a deterioração mental e emocional. Com a utilização da internet, redes sociais, grupos sociais, grupos de apoio e sites especializados, as possibilidades de estimulação na busca de conhecimento auxilia as redes neurais do cérebro em constante atividade a manterem um nível saudável. Mudanças tecnológicas na produção de utensílios domésticos modernos, refrigeradores inteligentes, TV em 3D, podem facilitar o trabalho e a vida, mas, ma contramão, induzir alguns adultos mais velhos ao sedentarismo, declinando na falta de atividade física, que pode agravar ou provocar problemas na movimentação, articulações, perda da massa muscular acentuada, e ao aumento do peso pela ingestão indevida de alimentos calóricos e não-nutrientes.
As pesquisas psicogerontológicas apontam para um aspecto multifatorial que percebe a velhice como uma recompensa e não como um direito automático e que só chegaremos a ela encarando com a mente clara e aberta a perspectiva de envelhecer. Todas as pessoas mais velhas são sobreviventes; superaram adversidades, venceram obstáculos, enfrentaram as perdas dos entes queridos, usaram estratégias para transformar o pouco em muito no âmbito financeiro. Esse é um prêmio que torna visível os que se acham invisíveis, e que nem todos os mais jovens podem receber.
Sandra Adalgiza Barboza
Doutora em Psicobiologia – EPM / UNIFESP
Tel.: (11) 2996-7873 / cheroke@terra.com.br
ATITUDES POSITIVAS PARA O ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL
- Faça avaliação de seu próprio histórico familiar de saúde e fatores de risco;
- Verifique se há sinais de estafa, perda de energia desproporcional ao nível de esforço despendido;
- Exercite-se regularmente, de forma disciplinada e prazerosa que lhe traga benefícios emocionais, psicológicos e fisiológicos;
- Evite o uso de substâncias nocivas, como fumo, álcool, drogas e automedicação indevida;
- Crie alternativas para ingerir um cardápio saudável;
- Avalie como você se percebe no momento atual: qual é o nível de autoestima e automotivação que são fundamentais para o bem-estar;
- Transforme seus talentos naturais em oportunidades de contínuo desenvolvimento;
- Livre-se de crenças negativas e de emoções parasitas, planejando os objetivos que você quer atingir;
- Fortaleça seu sistema imunológico com pensamentos e emoções positivas;
- Lembre-se de olhar para o retrovisor da vida, para construir o presente que determinará seu futuro.




